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Biodefensivos ganham espaço nas principais culturas

Mercado de biodefensivos cresce 18% na safra


Foto: Pixabay

O mercado brasileiro de biodefensivos registrou crescimento na atual safra, impulsionado pela busca por sistemas produtivos sustentáveis, pelo avanço da resistência de pragas aos defensivos químicos e pela demanda por alimentos com menor resíduo. O segmento movimentou R$ 4,35 bilhões, alta de 18% em relação a 2023/24, de acordo com o estudo FarmTrak Bioinsumos 2024/25, da Kynetec.

A adoção dos bioinsumos é liderada pela soja, que responde por 48% do volume utilizado no país, seguida por milho, cana-de-açúcar, algodão, café e hortaliças e frutíferas. A perspectiva de expansão do mercado é reforçada pela projeção de 177 milhões de toneladas na safra 2025/26 e por uma área plantada estimada em 49,1 milhões de hectares, crescimento de 3,6% em relação ao ciclo anterior, conforme dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Nesse contexto, o avanço tecnológico tem contribuído para a consolidação do segmento, com destaque para produtos à base de baculovírus, que já alcançam eficiência superior a 80% no controle de pragas, com compatibilidade com programas de Manejo Integrado de Pragas. O movimento acompanha a incorporação de soluções biológicas às estratégias de manejo adotadas no campo.

A Life Biological Control informou crescimento superior a 200% nas vendas nos últimos 12 meses, com destaque para o Defender Soy, desenvolvido a partir da microvespa Telenomus podisi e registrado para o controle de ovos do percevejo-marrom (Euschistus heros). Segundo a empresa, a tecnologia atua de forma preventiva ao interromper o ciclo da praga antes de impactos na lavoura. “O crescimento expressivo do mercado de biodefensivos reflete a evolução do produtor rural, que hoje busca soluções eficazes, sustentáveis e tecnicamente comprovadas. A intensificação da resistência das pragas e a necessidade de preservar ferramentas químicas tornam os biológicos indispensáveis no manejo moderno. Nosso foco em P&D tem sido essencial para desenvolver tecnologias inovadoras, com alta eficiência e aplicabilidade no campo”, afirmou Cristiane Tibola, co-founder e CEO da Life Biological Control, cientista-chefe da empresa e responsável pelos processos de pesquisa e desenvolvimento.

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